Quem Sou?


Chamo-me Wittembergue Magno Ribeiro, embora, no íntimo, Magno seja o nome que melhor me traduz. É nele que me reconheço e me habito, como quem encontra um lugar de escuta e permanência. Nasci no Rio Grande do Norte, mas foi no silêncio das entrelinhas e na observação dos pequenos gestos da vida que comecei, de fato, a nascer como escritor. E é esse, o Magno que escreve, que apresento aqui: não a totalidade de quem sou, mas uma das minhas camadas mais íntimas e permanentes.

Mesmo porque, antes de tudo, sou filho do seu Jotha com dona Dalva, raízes que me ensinaram o valor da palavra dada e do silêncio respeitado. Depois, me tornei marido de uma diva, no nome e na essência, pai de três filhos que ampliaram meu mundo, e que me deram, pela via do afeto, duas filhas que a linguagen formal chama de noras, mas que o coração reconhece como extensão da casa.

E mais recentemente, com a alegria serena de quem colhe o tempo. me tornei avô de dois netos, recomeço doce, onde a vida se reinventa com olhos pequenos e mãos abertas,
Na vida profissional, atuo com garantias contratuais instrumentos que oferecem segurança essencial em operações empresariais, protegendo riscos e dando sustentação a compromissos complexos.

Mas aqui neste espaço que construo com palavras, não há reuniões técnicas nem cifras: há silêncio, escuta e escrita.
Aqui, sou o Magno que lê e escreve por necessidade vital, como quem respira. Um ser que se desloca entre a poesia e a prosa, entre a reflexão e o afeto, atento ao tempo, à memória e às pausas da existência. Escrevo para reconhecer o mundo e, nele, me reconhecer também.

Estilo e Identidade

Meu estilo é contemplativo. Escrevo como quem observa com vagar não apenas o que está diante dos olhos, mas também o que pulsa por dentro. Poesia e imaginação são minhas duas companheiras constantes no ato de escrever. É com elas que revisito o passado, escuto o presente e esboço o que ainda desejo ser.

Nos meus textos, contemplo a vida em suas nuances mais sutis: as pessoas que cruzam meu caminho, as quedas que me ensinaram, os fracassos que me moldaram, os sonhos que ainda me habitam, as ilusões que o tempo tratou com delicadeza, os anseios que sigo carregando.

Escrevo a partir desse eu em movimento, mas sempre com a consciência de que, ao escrever, não falo só de mim.,
Porque há sempre um outro no que escrevo. Alguém que lê e se reconhece, em uma dor, uma alegria, uma dúvida, um silêncio.

E é nesse ponto de encontro que minha identidade literária se completa: no espelho da empatıa, na convergência que nos une, mesmo em percursos distintos. Afinal, como canta Caetano, “cada um sabe a dor e a delicia de ser o que é”, e é justamente nesse saber íntimo, único e compartilhado, que meus textos buscam pouso

Minha Trajetória Literária

Iniciei timidamente. Escrevia como quem tateia no escuro, sem saber ao certo o que procurava, ou mesmo se havia algo a ser encontrado. Meus primeiros textos não tinham rumo claro, buscavam direção sem ainda ter bússola. Hoje, já nem me reconheço neles.

Não por desprezo, mas porque sei que foram tentativas de dizer o que eu ainda não sabia como dizer
E, entre tantos caminhos possíveis, foi na filosofia que encontrei mais eco para o que penso e mais tradução para o que comecei a escrever. A reflexão, o questionamento, o silêncio pensante: tudo isso passou a habitar meu modo de escrever o mundo e a mim mesmo.

Recentemente, iniciei uma experiência sensível de partilha quase diária no Recanto das Letras. Ali, tenho deixado pedaços de mim em forma de texto. Alguns são antigos, resgatados com afeto das gavetas do tempo. Outros nasceram agora, forjados no calor dos dias e no frescor das noites em que me recolho para escutar o que pulsa. Todos, sem exceção, foram ofertados com simplicidade e verdade, com o desejo sincero de tocar e ser tocado.

Ainda sou um escritor em formação. Mas o que me dá a ousadia de assim me nomear não é um título ou uma validação externa, é essa amizade íntima com as palavras, que cultivo com reverência.

A elas me dirijo como quem fala com amigas antigas, companheiras de silêncio e travessia. Porque escrever, para mim, é mais do que um gesto: é um vínculo. E é nele que sigo essa trajetórıa.

Minhas Amigas, as Palavras

As palavras são minhas amigas. Não por acaso, mas por escolha mútua e silenciosa. São elas que me conduzem, com ternura e constância, às folhas em branco que hoje já não são de papel, mas digitais, luminosas, virtuais. Ainda assim, continuam sendo espaços férteis onde posso plantar memórias, sentimentos e ideias, onde o invisível ganha forma.

Com elas, aprendi que até o silêncio pode ser pontuado. Que há sinais que aliviam, respiram, ensinam. Pontos finais que encerram com dignidade o que já cumpriu seu tempo. Vírgulas que convidam à pausa e escuta.

Dois-pontos que anunciam revelações. Travessões que interrompem com propósito para dar lugar ao inesperado. E reticências… que sussurram a continuidade do sonho, mesmo quando a frase parece ter chegado ao fim, as palavras me ofertam parágrafos de esperança e versos bordados de ternura.

Títulos que, vez ou outra, parecem nascer antes do próprio texto, como braços abertos que recebem um novo começo.

Com elas, não caminho só. Elas sabem onde me faltam respostas, onde me sobram sentimentos, onde preciso silenciar e onde é urgente dizer. Com as palavras, me reconheço e me reinvento, como quem encontra, em cada escrita, um espelho uma travessia.